terça-feira, 4 de setembro de 2012

Era uma vez...

Acabo agora de me decidir, e vou contar uma história. Pode ter mais utilidade para as raparigas do que para os rapazes, mas creio que faz bem a toda a gente, não porque vou ser eu a contar esta história, mas porque acho que posso pegar na mesma e torná-la num ideal para alguém.
Tenho apenas dezasseis anos e de há quatro anos para cá tenho uma história que me atormenta. Não só por tê-la vivido apenas com doze anos, mas sim porque a história que vos vou contar fazia de mim refém até à bem pouco tempo.
Bem, tudo aconteceu, como disse, há quatro atrás, tinha eu doze anos. E muito rapidamente (porque não quero nem vou contar um história de dois anos...) eu gostei de um rapaz. Um rapaz que tinha, naquela altura, quinze anos. E quando digo que gostei dele, gostei mesmo. (O quê? Aos doze anos, sabias lá o que era o amor...) pois não, não sabia, até ao momento em que o vi pela primeira vez e tudo mudou. E se dar ou fazer qualquer coisa por ele não fosse amar de verdade, então não sei o que senti por ele, confesso. (Isso não é nada...), não é nada? Com doze anos chamava-o de homem da minha vida e chorava compulsivamente por ele, gritava aos quatro ventos de o amava e ele era apenas uma parte da razão da minha existência. O que tive em troca? O desprezo dele... todo o desprezo possível e imaginário. Era capaz de me sacrificar por ele. Sim, eu amei-o de verdade e a minha recompensa por amá-lo mais e mais a cada dia que passava era ter ainda mais do seu desprezo. Parece simples... ler isto e pensar ''Não foi nada''... talvez para vocês não tenha sido, e talvez no vosso lugar eu pensaria exactamente como vocês. Mas garanto-vos que apenas pensam isso porque não têm aqui dois anos de história contados ao pormenor, apenas a ideia clara de que talvez fosse capaz de morrer por ele e ele fingir que nem sequer me conhecia. Mas agora, passados quatro anos, muita coisa mudou... eu cresci, amadureci... não o odeio, não tenho razão para ''não o perdoar'', mas tenho motivos para nunca esquecer o quanto ele me fez sofrer e o quanto era total e completamente feliz sem mim... porque eu para ele? Era absolutamente nada... e ele para mim? Era tudo o que mais queria. Tenho dezasseis anos e só este ano, já tive alguns rapazes a querem viver uma história de amor comigo. Mas não dava, eram meus amigos... e eu estava à procura do meu príncipe encantado... Sim, eu ainda acredito que eles existem. Então nestes últimos meses, tive a confirmação. Depois da minha primeira história de amor, vivia aterrorizada com medo de nunca mais conseguir gostar de ninguém na vida, a minha primeira história de amor é das piores histórias que alguém pode viver, ainda por cima vivê-la com apenas doze anos. Hoje, tenho um príncipe que pede aos amigos para me dizerem que ele me ama, caso eles estejam comigo... que não preciso de ter ciúmes das raparigas com quem ele fala porque ele gosta é de mim... diz-me que sou bonita... diz-me que sou linda e que estes dez dias em que vais estar longe de mim vão passar rápido, para eu não sentir (tantas) saudades dele, mas sinceramente? Acho que é impossível. Também este vos parece ser um rapaz normal? Isso é porque ainda não o descrevi, nem vos disse metade das coisas que ele já me disse, mas ele é o rapaz por quem sempre esperei... o príncipe dos meus sonhos, vos garanto. Por isso príncipes, nunca se esqueçam de mostrar às vossas princesas o quão elas são especiais para vocês, o quão vocês as amam e o quão vocês as podem fazer felizes como elas vos fazem a vocês, mostrem-lhes que vale a pena elas arriscarem e perderem o medo de se envolver, porque eu própria vivi aterrorizada com isso. E vocês princesas, tentem... não tenham medo, eles existem, eles andam por aí, e se correr mal(?), tentaram... mas lembrem-se: nunca deixem de acreditar que os príncipes existem, porque quando eu comecei a desistir dessa ideia, heis que me apareceu o meu príncipe. (e tudo mudou.)

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