Mais uma vez escrevo para ti. Não percebo porque é que ainda continuo a fazê-lo se pouco ou nada daquilo que és a mim me demonstras. Dizem que o Amor não tem explicação, então tudo o que fazemos por ele ou em função dele também não deve ter uma explicação. E talvez seja por isso que ainda continuo a escrever-te. Porque não interessa porque o faço, mas por aquilo que sinto quando o faço. Embora, já nem eu saiba o que sinto por ti.
Eu amei-te. Ainda te amo... mas não como dantes. Será que foi a chama que enfraqueceu e começou a morrer aos poucos, ou apenas se encontra adormecida, por motivos que só ela sabe?
Podes-me apontar todos os defeitos que quiseres, sendo eles verdade ou apenas opiniões tuas pré-formuladas. Podes duvidar de tudo o que quiseres, menos no que me toca a mim. Porque eu amei-te... ainda te amo... e nunca te escondi isso. Atitudes e palavras mostravam o que sentia por ti. Mas nunca pensaste ser tu o escolhido. A verdade é mesmo essa, nunca pensaste... mas agora sabes. Não te tiro a razão quando dizes que nunca mais dei sinais de vida, embora para mim me encontre apenas semi-viva. Não é por ultimamente não dizer nada que signifique que não sinta saudades tuas, e porquê? Porque é quando não te digo nada que mais as sinto. Porque tu não estás aqui, comigo, porque não falo e isso aperta no coração. Mas a minha necessidade de saber se também sentes a minha falta é maior. Não maior do que aquilo que sinto por ti, mas maior do que todas as minhas dúvidas.
Não tinha muito mas o pouco que tinha era teu, e ao contrário de ti, nunca te prometi mais do que devia e aquilo que podia cumprir. Mas não te censuro, porque sou sempre eu quem ama mais.
(Incompleto e a precisar de retoques)
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