Hoje parei para pensar. Decidi olhar para trás e tentar perceber quem és, tentar descodificar-te... Mesmo que não o permitas. Hoje penso se te conheço bem... sim, será que algum dia te conheci? Julgava eu que sim, mas talvez esse julgamento não passe de mais uma das muitas ilusões que criei que só fizeram com que consequentemente me desiludisse. Realmente a aparência engana, mas será esse o teu caso? Será que essa tua carinha de anjo revela o que és ou oculta o que és na realidade? Julgava-te perfeito mesmo que a perfeição não exista. Apenas aos olhos de quem ama e talvez tenha sido essa a tua sorte... eu amar-te. Amo tudo em ti, até os teus defeitos, que, por muito que me custe, são os que menos suporto no ser Humano. Sorte ou azar, tu possuí-los? No fundo não sei quem és, nunca soube, talvez até nem me conheça bem a mim. Já viste? Tantas incertezas numa pessoa só. Incertezas quanto ao que sentes, e incertezas com que eu interpreto as coisas. Tento estudar-te, mas és mais complicado que a Matemática, onde as respostas são os valores que tiro, 0. Talvez seja isso... todas as horas de sono que perdi, todas as lágrimas que derramei, todos os estudos que te tentei fazer culminaram em nada. E talvez seja isso em que nos tornámos... em nada. Sim, tonámos-nos, porque já fomos tudo, mesmo que não te lembres ou não valorizes. Dizem-me para te esquecer, que sou capaz de viver sem ti... Será? Até podia ser, se não fosses tu quem me alimenta, quem me bombeia o sangue, me faz respirar... porque tu, és o meu coração... a minha vida. Será que foi aí que errei? Em tornar-te a minha vida? E será que foi graças a isso que ao longo destes meses só me magoei? Hoje pergunto-me: O que é que pretendias com isto tudo? Ficar comigo? Ou prenderes-me a ti e ires-te embora? Só sei que não tenho forças, morri e ninguém percebeu. Mas que assim o seja, para nunca teres o prazer de me veres mal, e para que ninguém me pergunte por ti, para não me verem chorar à sua frente. Vai-me custar... Mais... vai até ser a coisa mais difícil que vou fazer em toda a minha vida, mas eu vou conseguir. Não por ti, não por mim, talvez pelas pessoas que me rodeiam e que gostam de mim, quiçá... E quando chegar a hora de nos vermos frente-a-frente, em vez de seres tu a ter o prazer de me ver mal, seja eu a ter esse mesmo prazer, quando passar por ti, levantar a cabeça e sorrir e ouvir-te dizer: ''O que eu perdi... A rapariga da minha vida...''. Só sei que independentemente dos bons momentos, se fosse para sofrer desta maneira, mesmo depois de todos os sorrisos sinceros e borboletas na barriga, preferia que não tivesses aparecido na minha vida.
Sê feliz, continua a sê-lo, que eu vou tentando sê-lo também, mas até lá, vou fingindo.
Sê feliz, continua a sê-lo, que eu vou tentando sê-lo também, mas até lá, vou fingindo.
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