quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Foste, és e serás sempre TU.

Passou-se um ano... Um ano, desde que nos conhecemos... Desde que começámos a falar. Um ano, desde que me ligaste a dizer que gostavas de mim, que querias que fôssemos felizes, os dois, juntos. 
Éramos felizes apesar de não estarmos juntos. Tratavas-me como sempre sonhei ser tratada, como uma princesa. E eu de igual modo, tratava-te como um verdadeiro príncipe. Porque o és, sempre o foste. 
Tantas foram as noites em que sonhei contigo mesmo antes de te conhecer. Tantas vezes que vi tantos casais felizes, e me questionei quando chegaria a minha vez. Tantas foram as vezes que imaginei com os dias em que iria ser realmente feliz. E de repente, as minhas visões já te incluíam, já fazias parte da minha vida... Da minha pessoa. E era contigo que sonhava em ser feliz como sempre tinha imaginado... Os nossos passeios pela praia, à beira-mar ao pôr-do-sol... As nossas noites deitados na areia da praia a comteplar as estrelas... Os nossos jantares à luz das velas... As nossas férias no Algarve... Os dérbis Benfica x Sporting (e vice-versa) assistidos no estádio... A nossa casa... Os nossos filhos... Tudo. Imaginei tudo ao teu lado. Foi tão simples transpor o que sempre imaginara incluindo-te a ti... Porque tu, tu eras (e és) o tal. Aquele por quem sempre esperei a vida toda, aquele por quem estava (e estou) disposta a fazer tudo para proteger, defender... Para fazer TUDO por ti, porque é isso mesmo que tu és para mim, TUDO. Mas como dizem, quanto mais subimos, maior é a queda, não é? E foi isso mesmo que aconteceu. Sonhei tão alto, mesmo sabendo que tu eras gigante o suficiente para tornar todos os meus sonhos reais. Mas a separação não foi culpa nossa, não é verdade? Terceiros que sempre existiram entre nós, conseguiram estragar aquilo que pelo menos eu mais prezava, tu. Tu, e o que 'tínhamos' apesar de nunca termos tido nada, o que (infelizmente) também é verdade. Mas já nem falo disso, não me quero lembrar. 
Sempre foste tão diferente em tudo. Pela tua maneira de seres, pela maneira como tratas as pessoas e como lidas com elas. 
'Quem me dera' poder dizer que o sinto por ti mudou... (não num mau sentido). Mas talvez se não te amasse tanto como amo, não ia ficar tão presa a ti como me sinto. Mas o que sinto por ti mudou mesmo... Muda todos os dias... Aumenta. 
Apercebi-me de tantas coisas nestes últimos tempos, depois de tantos sonhos, comecei por sonhar com coisas mais pequenas, como por exemplo: Ser da tua turma e como que por brincadeira roubar-te o casaco quando fosses fazer educação física e vesti-lo. Ver como é a tua caligrafia, se escreves à adulto ou como te ensinaram na primária. Ver como te safavas quando te pedissem para ires ao quadro. Coisas pequenas e tão simples, mas que têm tanto significado... Não sei se tanto significado deriva de seres tu a fazê-las... Não sei... 
Não és um intocável por natureza, mas se soubesses que só por te poder acariciar o braço, já me proporcionavas uma sensação, talvez fizesses uma cara estranha e achasses que sou maluca. Que poder tirar uma foto contigo já era melhor recordação que podias dar tua. Que se me pudesses dar uma camisola tua para dormir, era o garantir da noite em que ia dormir melhor em toda a minha vida. E um abraço? Nem quero imaginar... Saber que talvez uma coisa tão simples como esta pode não se realizar por qualquer coisa desfaz-me o coração, mas, ao mesmo tempo, faz-me tão feliz só de imaginar... Iria ter 'nas mãos' a maior responsabilidade que alguma vez me concederam na vida, abraçar-te. E somente por te abraçar, receber a sensação adicional de ter nos braços o meu Mundo inteiro. Que responsabilidade e prazer. 
O que é que faço se isto não 'acabar' como quero que 'acabe'?... Eu fazia (e faço) tudo para te ver feliz... Porque o que mais que quero é ver-te/fazer-te feliz. 
Movia mundos e fundos por ti... És a minha vida.

(* A precisar de retoques) 

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